Não é difícil compreender porque é que uma certa esquerda, erradamente chamada de "progressista" permanece em silêncio perante o massacre sem precedentes que ocorre no Irão.
A razão é simples: destrói a sua narrativa.
Milhões de iranianos estão-se a revoltar contra um regime islâmico brutal, aliás. como todos os regimes islâmicos.
Milhares de pessoas estão a ser mortas, executadas, a internet e os serviços essenciais estão a ser cortados para abafar dissidências.
Mesmo assim, homens e mulheres continuam a sair à rua com uma coragem extraordinária e uma valentia invulgar.
E nas ruas do Ocidente?
Sem grandes marchas. Sem hashtags virais. Nenhuma resolução da incompetente ONU que cause comoção.
E porquê?
Não é confusão. É constrangimento.
Os protestos no Irão expõem a mentira sobre a qual muitos construíram a sua identidade moral: o Islão é sempre a vítima, o Ocidente é sempre o culpado, a violência islâmica é sempre auto denominada de "resistência".
Mas a República Islâmica do Irão destrói tudo, porque são as pessoas que vivem sob um regime islâmico que estão a demonstrar que o sistema é opressivo. Se esta o admite, todo o castelo ideológico se desmorona.
Devemos reconhecer que o islamismo político não é "mal compreendido". É repressivo, é violento, é desumano. Que o problema não é o Ocidente, mas sim uma ideologia tirânica.
E quando alguém da "esquerda" radical wokista tenta manifestar-se, que vê iranianos a serem mortos nas ruas, ainda assim arranja uma forma cobarde de culpar os Estados Unidos e Israel, sem uma simples palavra de solidariedade para com aqueles que arriscam a vida.
Estar verdadeiramente ao lado dos iraniano significaria escolher a verdade em vez de ideologia tirânica e assassina.
E é essa a única escolha que, infelizmente, não querem fazer.
Sem comentários:
Enviar um comentário