Visão obscura e cinzenta
Confesso que hoje, ao chegar ao chegar a esta idade, não consigo perceber se o que tenho comido me tem feito bem ou mal.
Para que se ganhem leitores e se tente vender o máximo, pois a vida está má para todos e muito mais para jornalistas que ao longo de décadas são responsáveis pelas suas próprias covas, dizem-se e escrevem-se autenticas alarvidades, embustes, mentiras, denigrem-se resultados científicos provados e enxovalha-se se caso for necessário sem pudor ou ética, classes de médicos e pessoal de saúde como o faz (e não é a primeira vez) a revista Visão.
Deixei de assinar tal documento (assim como outros da Impresa) faz agora cerca de um ano e fará mais tempo que a recebia e nem sequer a abria.
Já lá vão os tempos em que a devorava com gosto e prazer.
Felizmente que neste momento nem para forrar fundos de gavetas de armários no sótão me serve.
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