"SE NÃO MORRERMOS BOMBARDEADOS PELAS CONSTANTES MENTIRAS DOS MEDIA, VAMOS MORRER NA IGNORÂNCIA DOS QUE OS ALIMENTAM".

domingo, abril 23, 2006

Que pena!!!!



A vida tem destas coisas.
Tende-se a evoluir para de seguida enfiarmo-nos directamente na via do retrocesso.
Não quero acreditar que num dos países que tem reconhecidamente as mulheres mais bonitas do mundo (e mais gostosas), vão agora obrigá-las a pagar multas e a passarem umas horas detidas por alegrarem o ambiente de uma cidade superpovoada.
Não pode ser.
Conheço bem Tehran. Para além daquelas lindíssimas montanhas de Alborz com os seus circuitos pedestres e a vista sobre a cidade, a outra admirável beleza são inevitavelmente as suas …………..mulheres!
Zanieah dar Tehrani kheily kashangieah astand!!

Quem as vê andar nos passeios das avenidas da Jordânia, Valy Asr ou Enqhelab, só se for cego é que não tem dores de pescoço.
Que pena!!! Há que fazer qualquer coisa!!

FCP


Enfim. Acabou.
Deixou um gosto amargo a trabalho por fazer, não só o de casa mas também o diário.
Para os lados das Antas esses preceitos não são permitidos e só assim é que se ganham campeonatos e taças.
Realmente nem todos podem ter um Pinto da Costa!
Sem grande alarde, sem grande propaganda e com a imprensa por trás da porta como se impõem e como deveria sempre ser, o FêSSêPê lá somou mais um Nacional.
Só se pode dar os parabéns aos vencedores.
No fim de contas até o merecem! Parabéns!!

Por cá, estamos a tentar lutar pelos restos, águias e leões.
É triste mas é a realidade!
P´ró ano há mais!!!!

Mesmo que....



FERMEREMO LE ARMI DEL CAOS, NON QUELLE DELLA RESISTENZA! (Hamas)

Mesmo sabendo que mais tarde ou mais cedo vão sofrer as represálias dos judeus, com os assassinatos selectivos e outras “perfeições” da Mossad, é preciso ter coragem para não deixar cair os braços e afrontar a besta.

sábado, abril 22, 2006

Será que estamos a mais??


Já era sabido que os três relatórios, Banco de Portugal, FMI e OCDE não seriam favoráveis nas suas análises económicas relativamente a Portugal.
Basta ver e sentir o pulso deste País para infelizmente sermos confrontados com essa realidade.

Vítor Constâncio igualmente não deixou de enviar umas farpas ao governo de Sócrates.
No entanto o conhecimento que já tem do País e os cargos superiores que tem ocupado no BP dever-lhe-iam dar algum poder para tomar uma atitude mais activa.
Falar do alto da cátedra e só agir de conversa é-lhe típico. Lava daí as suas mãos.

Começa a ser angustiante e doloroso, ano após ano, sentir e ver que não saímos da cepa torta.

Já agora e a talhe de foice, sabiam que após 30 minutos da abertura do novo Casino de Lisboa um parque de estacionamento com capacidade para 300 veículos ficou completamente cheio com viaturas de adeptos das slots e não só??
Será possível que este povo ande a dormir há tanto tempo e só pense em andar na “geraldina”.
Será que nos estamos a tornar inviáveis como País?

domingo, abril 16, 2006

Então??? Que é isto???


Sporting!? Porquê?? Que se passa contigo?
Porque desperdiças a nossa dedicação e devoção como o fazes defronte das balizas adversárias?
Já não destingues à tua frente o poder imensamente azul que te ofuscou naquele fim de semana para esquecer.
Mas, cuidado, muito cuidado com o poder vermelho que se prepara para te devorar, caso não lutes.
Já é mania de deitares a toalha ao chão quando pensas "incapacidade". Não lutas, não enfrentas.
Olha que luta bonita não dá quando de esqualos somos perseguidos.
Não me dês mais desgostos. Pelo menos uma ida directa à Champions League oferece-nos, senão lá temos de nos contentar com a segunda divisão europeia (sim porque dificilmente passas as eliminatórias).
GMorgado

O que fazer com o Irão


Eu não disse?
Era só uma questão de tempo! E foi bem depressa.
Ele tem de citar alguém, porque como quase toda a imprensa portuguesa, a técnica do copista é fundamental para a subsistência jornalística nacional. Salvam-se raras excepções. A inteligência e o poder criativo não fazem muito o nosso jeito.

Ele enaltece um grande pensador; Raymond Aron. Como se este senhor fosse um eleito predestinado para grandes feitos de análise política. Na realidade não passou de um simples escriba ao serviço de quem nós sabemos.

Ele tem a lata de comparar Ahmadinejad com o Hitler metendo o Hamas à mistura fazendo da confusão letra de lei, tendenciosamente procurando levar os leitores a tomarem o partido da mentira e a aceitarem de bom grado a calúnia jornalística.

Ele manhosamente apela ao “dever nuclear” europeu e americano de, …estudarem a hipótese de um ataque, da mesma forma que, desta vez, devem agir a uma só voz no conselho de segurança, …… como se atacar um País de setenta milhões de habitantes e com uma economia poderosa, fosse como entrar no Iraque, no Afeganistão, na Sérvia ou em qualquer república das bananas.

É inadmissível que a ele, não conhecendo o Irão, tal como não conhece Angola, se lhe permita escrever artigos que fomentam uma apologia da guerra.
E vem depois com uma grande lata falar nos direitos humanos, como o fez no seu hilariante artigo sobre Cabinda.

Que direitos é que ele exige agora ao Irão??
Que se vergue ao estado de israel a quem se permite possuir um arsenal nuclear e que praticou, pratica e praticará todo o género de atrocidades na Palestina?
Que se submeta à influência e ao poder de mais duas potências nucleares vizinhas, o Paquistão e a Índia?

O que é que aprova? Arrasar Tehran e os seus catorze milhões de habitantes, com uma bomba nuclear tal como dá a entender??
Destruir a central nuclear de Isphan para depois na Europa nos submetermos a represálias de todo o género?

Ele não sabe, porque nunca lá foi (nem há-de ir). Ele não sabe que a Republica Islâmica do Irão é, naquela área, a nação que mais próxima está do nosso modelo de vida, mau grado as contradições que possui?

Na minha estadia no Irão, senti como não posso nem devo embarcar nas ideias que por cá se tem sobre a República Islâmica.
Mediante aquilo que vi e os amigos que por lá fiz, revolto-me todos os dia só de pensar que existe gente que pensa e escreve como ele!

Ele devia ter vergonha, mas gente da sua laia não tem, porque não presta.

Guilherme Morgado

quinta-feira, abril 13, 2006

Jornalismo de primeira água

É evidente que estava para acontecer.

Não sou nem adivinho, nem vidente, nem crente ou apóstolo de qualquer seita.
Mas não era difícil prever que isto ia acontecer.

Já tinha comentado num artigo anterior que o nosso Primeiro Sócrates iria dar um belíssimo passeio a terras Angolanas (que saudades), tentar que naquelas terras tivéssemos alguma oportunidade para poder ajudar relançar a nossa economia.
Isto sabendo com realismo que já vamos tarde.

Se na altura já achava difícil então daqui para a frente muito mais. E muito mais porque o contributo para que isso acontecesse partiu, mais uma vez, das nossas atitudes jornalísticas pouco inteligentes, tipicamente de patos bravos (para não chamar tugas porque há quem goste de o ser).
Os nossos jornalistas, comentadores e articulistas promoveram uma campanha anti angolana do mais baixo teor jornalístico que se possa imaginar.

Incrível como ao fim de 32 anos, ainda haja quem sofra de dor de cotovelo e recalcamentos que definem um profundo e bolorento neo-colonialismo.

Mais uma vez o senhor José Manuel Fernandes do Público, que nem sequer conhece Angola, escreve um artigo profundamente provocatório, maldoso e manhoso. Intragável simplesmente! Mas não foi só ele! Houve mais.

Numa altura em que uma contenção nas palavras e atitudes seria o mais aconselhável, aparecem os arautos da desgraça, pregadores de feira, moralistas duvidosos e falcões sem penas com o alerta dos “direitos humanos”, Luanda vista do prisma que lhes interessa, ou a razão de independência que assiste aos bandos de Cabinda.

Claro está, a resposta veio da imprensa Angola de modo lapidar (e muito bem, diga-se de passagem).
Desde corruptos que têm nascido como cogumelos neste país, até focarem vergonhas lusitanas bem conhecidas (sistema judicial, criminalidade, etc, etc, etc, etc.).
Uma maravilha. Um suculento rol de realidades digno de ser conhecido e que só nos envergonha.
Aconselho a entrarem nos sites da imprensa angolana. Uma delícia.

Continuamos a ser um país que não aprende com as asneiras que fez e faz e que as repete até à exaustão como se da primeira vez se tratasse.
Pelas nossas atitudes de bisbilhoteiros, manhosos, provocadores baixos e linguarudos, realmente não merecemos melhor sorte!

Valha-me ao menos saber com profunda alegria que hoje a Vénus Express vai entrar na orbita do planeta Vénus. O que vai encontrar não será muito convidativo à vida humana. Mas seguramente que existe um ambiente despoluído dos JMF´s.
Saudações.


Nota: A semana passada viajaram para a Republica Islâmica do Irão uma comissão de portugueses em visita de cortesia organizada pela Embaixada daquela Republica em Lisboa onde estava incluído um ramalhete de alguns dos nossos melhores "repórteres".
Só que o JMF não foi (nem tinha nada que ir).
Querem apostar comigo como ele vai fazer um artigo a desancar o país dos Ayatollás com se lá tivesse vivido e conhecesse as realidades daquele País??
Leiam o Público das próximas duas semanas.

quarta-feira, abril 05, 2006

DEMOCRACIA

Estados Párias

“A democracia é o pior dos regimes, com excepção de todos os outros”. Winston Churchill.
Engraçado!
Já agora sabiam que o diário Jyllands-Posten do democrático reino da Dinamarca, o tal que publicou as caricaturas de Mahomé (realmente existe algo de podre naquele reino), recusou-se há alguns anos atrás publicar a caricatura de Cristo, com as espinhas da coroa transformadas em bombas, atacando clínicas que praticam a interrupção voluntária da gravidez?

Interessante não é? Outra contradição das nossas democracias ocidentais. Democracias por medida!
Temos o privilégio e a liberdade de criticar os tabus das sociedades dos “outros”.
Na maior parte dos casos é certo que temos razão, precisamente pela liberdade que possuímos de analisar, contestar e, pelo menos, pressionar de modo a que situações injustas sejam rectificadas e/ou abolidas. É incontestável.

Mas quando toca aos nossos tabus, sejamos realistas, quebra-se-nos o verniz e ficamos alvoraçados se vemos o Hamas a ganhar as eleições na Palestina, Hugo Cháves na Venezuela, Mahmud Ahmadinejad no Irão e René Préval no Haiti.

Tudo se fez no Ocidente para contrariar essas vitórias.
Aconteceram. Votou a maioria. Por alguma razão o povo é soberano, diz-se cá, por estas bandas.

Mas,………, aqui está a contradição acima referida; as nossas consciências foram agredidas e estremecem de receios pela nossa prestimosa segurança.

Sentimo-nos mal porque sabemos que estas vitórias eleitorais vão contra a nossa estabilidade política, económica e social. Vão contra a nossa pretensão em gerir externamente as economias desses estados e nada mais importante que a eleição de alguém da nossa confiança. Só que nem sempre acontece. E ainda bem.
De fantoches está o mundo cheio e algumas pessoas, tais como eu, não gostam nada de circo (passo a palavra).

Saudações