"SE NÃO MORRERMOS BOMBARDEADOS PELAS CONSTANTES MENTIRAS DOS MEDIA, VAMOS MORRER NA IGNORÂNCIA DOS QUE OS ALIMENTAM".

sábado, dezembro 30, 2006

صدام حسين



Clarifiquem-se as coisas para que não hajam mal entendidos:
Saddam Hussein foi um ditador retirado da pior fornalha que o século XX gerou.

Desde o modo como chegou ao poder num País construído a régua e esquadro pelos Ingleses e Franceses, passando pelas criminosas purgas internas ao ponto de atingirem familiares directos, à invasão do Kuwait (não esquecer que o governo deste País era de uma corrupção atroz e que segue ainda hoje a mesma bitola com o apoio da “legal” corrupção Ocidental), à guerra desumana que manteve durante oito anos com o Irão (após este País ter saído de uma sangrenta revolução que depôs um Xá pior que todos os Ayatolahs juntos e que tinha o apoio da “legal” corrupção Ocidental).

Caiu em desgraça após a última invasão ao Kuwait. Tocou em zonas previamente destinadas aos prazeres do mundo Ocidental e dos seus consumidores de petróleo.

Sejamos realistas; o homem era um canalha, merecia ser preso, julgado e exemplarmente castigado, mas por um Tribunal Internacional, jamais por um tribunal tendenciosamente pré destinado a julgá-lo à morte.
Todos nós por muito ingénuos que possamos ser já sabíamos que Saddam iria ser executado a partir do momento em que os juízes (????) eram todos parciais e ainda por cima do clã Xiita.

Julgado pela morte de centenas de Curdos gaseados durante os bombardeamentos ao Curdistão Ocidental:
Mas ninguém se levanta ou contesta os miseráveis bombardeamentos sionistas contra o Líbano onde morreram igualmente centenas de pessoas (já não falo na Palestina).
Ninguém contesta igualmente a monstruosa mentira que foi a invasão e a destruição do Iraque por parte das ditas forças “democráticas” (maior a vergonha porque foi baseada em mentiras monstruosas).

Bush mais a sua tenebrosa administração que tem sido responsável por toda a desgraça que hoje grassa no mundo, não só a nível de segurança como até ambiental, sairá incólume e lavará as mãos como Pilatos após esta execução de Saddam.

Mas tal como Saddam, Bush deveria ser preso e julgado por todos os crimes de que tem sido directa e indirectamente responsável. Ele sim representa para todos nós neste momento o pior dos perigos e das desgraças que alguma vez a humanidade viveu.
Digamos sem papas na língua: um autentico e verdadeiro Satã.

Depois admirem-se que apareçam Hugos Chavez, Ahmadinejads, Kim Il Sungs e outros do mesmo quilate.
E oxalá não fiquem por aqui. Há muita sujidade para limpar.

quarta-feira, dezembro 13, 2006

E AGORA?????

O Irão qualificou hoje as declarações de Olmert como uma "confissão" e exigiu uma acção das Nações Unidas quanto a ela. "A confissão oficial do primeiro-ministro sionista mostra claramente a ameaça militar contra os países islâmicos", declarou em Teerão o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Mohammad Ali Hosseini. "Esta confissão mostra onde está a verdadeira ameaça à segurança e à estabilidade no Médio Oriente, e mostra os planos diabólicos deste regime para pôr em aplicação as suas ameaças, a sua estratégia de terror e o prosseguimento da ocupação", adiantou. "É absolutamente necessário adoptar soluções rápidas e eficazes no Conselho de Segurança da ONU, na Organização da Conferência Islâmica e nas outras organizações regionais para combater estas ameaças muito claras", concluiu o porta -voz. Também a Liga Árabe considerou hoje necessário "exercer pressão sobre Israel, através da Agência Internacional de Emergia Atómica (AIEA), para que abra as suas instalações nucleares com transparência". Para Mohammed Sobeih, conselheiro do secretário-geral da Liga Árabe para as questões palestinianas, "é essencial que Israel respeite as resoluções internacionais".
(in RTP de 13 de Dezembro de 2006)

Vamos ver qual vai ser a versão dos americanos quanto ao facto dos sionistas declararem possuir armas nucleares!!!

A podridão disto tudo começa a vir levemente ao de cima.
A conferência de Tehran sobre o Holocausto calhou na altura apropriada.

Há males que vêm por bem.
Ahmadinejad pode ser louco mas que tocou numa ferida da história lá isso tocou.
Teve a coragem que mais ninguem teve.

Motashakeram Agka Ahmadinejad

segunda-feira, dezembro 11, 2006

ژنارل آگوسته پینوشاه در گزشت


Djeneral Âgusteh Pinosheh dar gozasht!

Assim pude ler em primeira mão num site Iraniano da IRNA quando treinava os meus conhecimentos de Farsi adquiridos na Universidade de Tehran.

Traduzido à letra para português será: O General Augusto Pinochet morreu!

Um misto de alegria e raiva atingiu-me.

Alegria porque mais um demónio tinha desaparecido, raiva por sentir que esse mesmo demónio não foi devidamente castigado em vida.
Pinochet devia renascer e morrer o número de vezes equivalente aos crimes cometidos no Chile às suas ordens!

Este homem marcou muitíssimo a minha juventude. Foi ele que em boa hora me ensinou a detestar a direita e tudo o que ela de mau sempre comportou e comportará nquanto existir.

Foi responsável para que durante os trinta e três anos após o golpe fascista no Chile eu mais do que nunca tomasse sempre o partido anti americano, aos boys de Chicago, aos Milton Friedmann e "equivalentes".
Desejo que a terra lhe seja muitíssimo pesada!

quarta-feira, dezembro 06, 2006

O PAI DE TODOS OS MALES



A Democracia, como nós a vemos no Ocidente, não é nem será a solução dos problemas de muitas Nações no Mundo.

Temos de aceitar que exista quem não goste do nosso sistema político, que não o aceite, seja ele pintado às listas vermelhas paralelas com estrelinhas ou em fundo azul suave.

E devemos aceitá-lo porque na realidade com a nossa ânsia, gula por nos apropriarmos de riquezas alheias, do nosso apoio “desinteressado” e ganância de pretendermos afirmar-nos como arautos de uma “Liberdade” discutível e de algum modo já duvidosa, muita tristeza, miséria, desespero, incompreensão e ódio espalhámos, destruindo inclusive sociedades prósperas e de longe mais estáveis do que agora o são.

O resultado aqui está: um Irak destruído, um Afeganistão em ferida constante, o lindo e delicioso Líbano exangue e conspurcado por uma agressão pirata, uma Palestina eterna e desgraçadamente sacrificada aos desejos sanguinários de uma máfia sionista, tenebrosa e terrorista que mata, estropia e destrói sob o olhar complacente, colaborador e cúmplice deste Ocidente onde hipocritamente se gritam diariamente loas aos direitos humanos.

2900 Americanos mortos no Irak. Centenas de milhar de cidadãos Iraquianos chacinados. Uma economia de rastos, um cenário de apocalipse, de longe pior do que no tempo de Saddam Hussein.

Um Libano à beira de uma guerra civil, um Afeganistão em estado diário de implosão e uma Palestina nas garras de facínoras.
Para quê?
E porque?

Como foi possível só agora e após um relatório de James Baker, aceitar esta realidade visível mesmo antes da entrada do primeiro tanque americano em Bagdad?

Como foi possível toda a humanidade deixar o louco Bush e a sua Administração provocar tal crime?

Deixarei de acreditar e de sentir respeito por esta humanidade se ela não obrigar este Pai de Todos os Males mais o seu séquito de terror, comparecer num Tribunal Internacional seja ele em Haia, Moscovo, New York, Bissau, Tehran ou em Lisboa para que sejam exemplarmente castigados.

Não podemos brincar aos anjinhos e dizer que acreditamos em Deus quando na realidade somos filhos do Diabo.

Se assim for, então não merecemos o Céu acima das nossas cabeças.




segunda-feira, dezembro 04, 2006

HUGO CHAVEZ



E agora Hugo Chavez?
A vitória mais uma vez!

Que vão dizer aqueles que durante todo este tempo te denegriram?

O que vai berrar o grande idiota do Bush por o teu povo te ter exigido mais um mandato ao leme dos destinos da tua Venezuela?

Que se vai dizer nesta Europa balofa e cinzenta que se movimenta ao sabor dos ventos da história?

Pois é!
A tua vitória é uma bofetada aos mau governantes das denominadas democracias ocidentais e a tudo o que de mau esses senhores nos têm imposto durante estes últimos cinco anos.
Desde a globalização ao capitalismo selvagem e estúpido com o seu rol de crimes contra os que trabalham para sobreviverem.

É a guerra de agressão no Iraque, no Afeganistão e no Líbano.
São as tenebrosas jogadas preparatórias de uma invasão “punitiva” ao Irão,
São as provocações religiosas.

Desejo-te as maiores felicidades para ti e todo o povo da Venezuela.

Parafraseando o companheiro Fidel; Patria ou muerte, venceremos!!!








segunda-feira, novembro 27, 2006

Cesariny



Faz-me o favor...

Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada!

Supor o que dirá

Tua boca velada

É ouvir-te já.

É ouvir-te melhor

Do que o dirias.

O que és nao vem à flor

Das caras e dos dias.

Tu és melhor -- muito melhor!--

Do que tu.

Não digas nada.

SêAlma do corpo nu

Que do espelho se vê.

sábado, novembro 25, 2006

Será desta vez????



“Assaltos atingem a Quinta da Marinha”, notícia com direito a grande destaque de primeira página no semanário “O Sol”.

A minha primeira reacção foi um esgar de admiração.
Seguiu-se sentimento de; gaita, onde é que isto vai parar?
Finalmente um sorriso e uma doce tolerância para com os Senhores Larápios.

Já que o direito à inteligência a todos pertence (reconheço que neste País é algo difícil de atingir), porque não admitir que esta nobre classe de “amigos do alheio” não possam ser bafejados por essa benfeitoria?

Não será mais nobre, perguntarão eles e eu, e até mais motivante assaltar uma vivenda da Quinta da Marinha do que uma barraca do Bairro das Marianas?

Porque não admitir que é mais excitante “fanar” um todo o terreno Porsche de qualquer um Pinto de Magalhães (ou equivalente) do que um Fiat Uno do filho da Ti Côxa Cigana que vive na deliciosa pedreira dos Húngaros?

Não é mais motivador e não atiçará mais o engenho, decifrar os códigos e rebentar com o sistema de segurança de uma mansarde de um qualquer Padrinho de mafiosos negócios que tão bem se movimentam na nossa sociedade do que entrar de arma em punho num tascoso da Cova da Moura?

Penso que sim. Penso que finalmente (e já não era sem tempo) estamos a ficar um pouco mais astutos o que tem sido difícil para quem carrega com o fardo de ainda possuir resquícios ultrajantes de humanóide de Neandertal por não conseguir copular com o homem de Cro Magnon.

Só espero que o bom gosto se mantenha e que os assaltos não atinjam sempre os mesmos desgraçados e que finalmente a Quinta da Marinha também seja bafejada por este tipo de “regalias”.

Cós diabos, é preferível “palmar” uma carteira com cartões de crédito dourados do que uma carteira com um cartão Multibanco do BES ou do Mestre Maco.









quinta-feira, novembro 16, 2006

PARABENS SARAMAGO


Salvé Prémio Nobel!
Parabéns SARAMAGO pelos teus 84 anos!
Só é pena que sejas grande demais para a pequenez do País que te viu nascer.

quarta-feira, novembro 15, 2006

HÁ MINIMOS........




Era constante a provocação. Pairava no ar: Desde manhã, mal começava o dia de trabalho até ao fim, até à saturação e ao descontrolo nervoso.

O indivíduo era um ser desprezível, repugnante, irascível, daqueles cuja arrogância era mesquinha (por incrível que pareça existia uma arrogância), de tal modo que muitas vezes nos levou a pensar que condutas assim só poderiam resultar de graves problemas vividos quando criança.

Mudar de feitio seguramente que não vai. E não vai pela simples razão que a inteligência não é um dos seus factores fortes.
O seu forte é sim a maldade, a intriga, o falar pelas costas, o censurar “por traz” e cobardemente o trabalho dos colegas e companheiros de profissão incluindo os respectivos assessores.

É daquela maldita geração dos canudos tirados “à pedrada” e que têm lixado este País. Têm o direito a tudo adquirirem sem olhar a meios nem trabalhar uma hora que seja para isso. Uns crápulas.

Nunca agradeceu a um companheiro o facto de o terem salvo diversas vezes de trabalhos previamente mal feitos.

Assumia-se como responsável de trabalhos estudados, projectados e efectuados de raiz por colegas seus.

Escondeu sempre as realidades e chegou ao ponto de inclusive censurar aquilo que inicialmente concebeu mal, transferindo a responsabilidade desse insucesso para outrem como se as asneiras nada tivessem a ver com ele.

Nunca agradeceu o facto de companheiros seus terem prescindido de dias, semanas de férias acartando com os trabalhos de sua responsabilidade para que ele pudesse gozar as suas “vacations à conta”.

Tudo isto com o beneplácito cego e uma inexplicável bênção de uma já condenada e doentia chefia e o apoio canino de alguns “comparsas” que “por lá andam”.

Vai para a rua. Finalmente.
Despedido por indecente e má figura.
Não presta. Nunca prestou.
Não vale o que lhe pagam porque não sabe nada. Nem a sua arrogância tem valor.

E foi acima de tudo um mau colega, um verdadeiro pulha.

(ATENÇÃO: Esta descrição é somente um ensaio à imaginação, uma brincadeira. Não consubstancia nenhum facto real.Mas que podia ser aplicado à realidade, ai isso podia).

sexta-feira, novembro 10, 2006

CINZENTO ESVERDEADO




Sinto que me falta algo, no momento em que não tenho motivos à minha volta para me irritar com as pessoas.

Reconheço que gosto muito de provocar aqueles a quem a cretinice candidamente bafejou com o seu manto cinzento esverdeado.
Neste País, quanto a cinzento/esverdeados há-os às dezenas de milhar.
Aos magotes!
É vê-los por exemplo aos fins-de-semana a caminho do Shopping Cascais ou outros “modelos” da nossa ignorância.

E nas estradas? Eh pá, então ao fim de semana entre Cascais e Sintra é uma delícia!

Pois quando me falta essa irritabilidade, eis que entro em estado alarmante de angústia!
Aqui está uma das muitas explicações para andar tão afastado dos meus escritos.

Mas não só.

Existe neste momento muito trabalho diário que me faz passar ao lado do Orçamento Geral do Estado, do terrorismo verbal do Sr. Salgueiro (patrão da Banca Portuguesa) contra o Governo de Sócrates, das greves piratas dos funcionários do Estado, dos professores, do pessoal do Metro (dêem uma olhada ao parque automóvel dos profissionais do Metro em Sete Rios), das notícias do aumento da violência doméstica (tipicamente terceiro mundista), dos crimes diários dos judeus na Faixa de Gaza contra os Palestinianos, dos atentados também diários no Iraque e no Afeganistão, do Irão mandar às malvas e às urtigas a UE e os EUA por causa da questão nuclear (ao menos haja alguém que saiba o que quer e para onde quer ir), dos massacres de Darfur e das tretas dos direitos humanos, etc, etc, etc.

De repente, no meio disto tudo uma questão tirou-me deste doentio torpor, dedicação e concentração profissional:
As ultimas eleições nos EUA.

Caramba. Ver o Idiota do Bush ser derrotado pelos democratas e obrigado a correr com o nazi/fascista do Ramsfeld é algo que, embora se esperasse é bom de mais para não merecer um valente HURRA!

Ramsfeld era um ser intragável. Levou á morte milhares de americanos, iraquianos e de outras nacionalidades que foram obrigados a lutar por razões que até hoje ninguém descobriu.

Para as coisas ficarem bem feitas e se fechar esta fase com chave de ouro, seria bom que agora o Tribunal de Haia exigisse a presença deste senhor no sentido de responder a algumas questões relacionadas com crimes contra a humanidade.

Quanto ao Idiota,………………………….,já agora deixem-no estar.
O castigo que lhe podem dar é deixá-lo continuar a pensar que ainda vai mandar alguma coisa e começarem a cortar-lhe as vasas no Senado e na Câmara Baixa.

Lembro-me quando era pequeno e viajava com o meu pai pelo interior deste País, de me aperceber que em todas as recônditas aldeias existia sempre um idiota, tolinho, atrasado mental, na maior parte das vezes indigente e até defeituoso.
Era tolerado por toda a gente.
Coitado!

Porque será???



Porque será que os Portugueses bons, a todos os níveis e profissões, a nata deste País se vai embora??
Será só pelo dinheiro ou,……………,talvez pela incapacidade de aguentar esta sociedade portuguesa de faz de conta?

domingo, outubro 29, 2006

Afeghany bâchcheah







ای خدا، ...... پس تو کجای؟؟؟

Crianças Afegãs.
Olhos lindos, rostos suaves em nada a condizer com a situação do seu País.
Como sempre, Deus deve andar a dormir ou então abandonou-nos.

OUTONO




Durante uns tempos afastei-me do meu Blog. Não por vontade, mas unicamente por falta de tempo e porque é Outono.
Gostaria de o "alimentar" quase que diariamente, mas não tenho tempo e na maior parte desse tempo, o pouco tempo que me resta sinto mesmo necessidade de descansar. Muita mesmo.

As provocações e alguma violência verbal que foi algo que sempre me agradou e acompanhou nas minhas constantes revoltas contra a cretinice, parolice e a mesquinhês generalizada, estão a dar lugar a uma certa tolerância, mais resignação do que qualquer outro sentimento de aceitação que posso sentir pelo mundo lusitano que me rodeia.

É Outono, para mim sempre tempo de tristeza, tempo de cinzentismo e angústia; conclusão de mais um ciclo de vida.
É tempo de saudades.

Saudades de outras gentes, outras terras, outros paisagens, outros olhares e saudações ternas em outros idiomas que vivi e com tanta paixão ouvi e senti!
Sempre fui um homem do mundo. Nunca gostei de me ligar ao mesmo local.
Sentimento patriótico é algo que não me diz nada.
Nunca me disse.
E nunca mo dirá!

quinta-feira, outubro 12, 2006

IDIOTAS E BURROS

INVASÃO DO IRAQUE CAUSOU 500 MORTOS POR DIA OU UM TOTAL DE 655 MIL, DESDE 2003
Esta estimativa da revista britânica The Lancet representa 20 vezes mais
do que o número apontado
pelo Presidente dos EUA
(in Público de Outubro 12 de 2006)



Lembro-me agora dos artigos que algumas “sumidades” da nossa imprensa escreveram durante os bombardeamentos a Bagdad, apoiando sem contestação o crime contra a humanidade que foi o ataque ao Irak.

Recordo-me com angústia quando vi a destruição de uma vasta cidade, autêntico Património da Humanidade e berço de uma civilização que a maior dos meus conterrâneos nem conhecia ou alguma vez tinha ouvido falar (o que já é normal).

Lembro-me do ar estupidamente vitorioso e alarve quando um representante do Governo Americano afirmou para as camaras de televisão após a prisão de Sadam Hussein - Apanhamo-lo.

Não sendo vidente porque não preciso, senti o terror que se estava a gerar ao abrir-se esta autêntica caixa de Pandora.

Seiscentos e cinquenta e cinco mil mortos desde a estúpida e terrorista invasão das forças “democráticas” ao Iraque. Mais de meio milhão de pessoas foram mortas por culpa do idiota cowboy e de uma seita tenebrosa de capitalistas (só podia) assassinos e industriais do armamento (que nem direito a nacionalidade deveriam ter).

Eis a resposta: o Irak agoniza e perspectiva-se como uma futura terra de ninguém onde o crime e o horror são lei. Um País que durante os últimos tempos pré invasão das forças “democráticas” era considerado a Alemanha do Médio Oriente, um tampão dos excessos fundamentalistas islâmicos e indirectamente garante da estabilidade na Europa.

Fracos, divididos e envergonhados pelas derrotas não só no Irak, mas também no Afeganistão e no Líbano, resta-nos na Europa resistir ao impacto que será a supremacia militar e económica de Países emergentes como a República Islâmica do Irão e de nos sujeitarmos a chantagens de toda a espécie, pagando a nossa própria segurança tal como na idade média faziam os cristãos aos mouros.

É o que acontece quando os idiotas e burros chegam ao poder!

quinta-feira, setembro 28, 2006

Dikhät, dikhät!!




Atenção, atenção!! Afirmação a título de aviso e ameaça em língua turca, de um jornal de Ankara sobre a irresponsável atitude de Durão Barroso em suspender a entrada da Turquia na Comunidade Europeia.

Dada a completa negligência que foram as últimas admissões, fecha-se a asneira com chave de ouro admitindo no seio da Comunidade a Bulgária e a Roménia.

Durão Barroso fá-lo com um único critério que resulta de deficientes pareceres e comprometimentos anteriores, longe de se basearem em princípios estruturais necessários para a entrada desses países. Conhecem-se muito bem as falhas nas capacidades de ambos e dos resquícios mafiosos geradores das respectivas economias.

Entram na Comunidade, para um virtual bem estar deles, mas para um real e evidente mal estar nosso.

Perante este facto continua de fora o único país que nos asseguraria melhores condições não só político-económicas mas acima de tudo de segurança no flanco Sudeste; a Turquia.

Aqui a cobardia europeia dos nossos dirigentes, a falta de visão estratégica e o pavor ao islamismo é o mote.

É o mote para que se elimine um país de estado laico que, mau grado alguns problemas internos com a repisada e enjoativa ad vómito, teoria da agressão aos direitos humanos (uma treta), tem feito, mais do qualquer outro, um esforço enorme (visível até a invisuais) para acompanhar os princípios básicos do desenvolvimento da Comunidade.

O isolamento temporário da Turquia perspectiva a primeira fase da futura decadência da Comunidade Europeia com a consequente transferência dos poderes económicos e políticos para outras zonas do globo que irremediavelmente ascenderão tanto para o bem como para o mal da humanidade; o Médio Oriente com o aumento do poder certo e inquestionável do Irão (que faz fronteira com a Turquia e tal como esta em fase de desenvolvimento acelerado), a ascensão da Índia e a rápida e sempre desejada supremacia da China.

Quem não quiser ver esta evidência, então não tem o direito a tomar responsabilidade sobre os destinos da Europa.
E porquê?
Porque com a derrota previsível dos EUA no Iraque e Afeganistão, a impossibilidade de se solucionar “a bem” a questão da Palestina, o descrédito e o desrespeito pela política Americana em todo o Mundo, a ascensão tecnológica da Índia e da China, deveria ver-se que a Europa não terá outra solução senão andar a reboque das economias florescentes para mais tarde ou mais cedo servir de museu às vindouras classes predominantes desses países.

A Turquia fez bem em lançar uma última chamada de atenção (dikhät), mas fará muito melhor se seguir os seus destinos e alinhar por quem lhe oferece mais e melhor!
A longo prazo seguramente que não será a Europa.

terça-feira, setembro 26, 2006

Amore che vieni, amore che vai




Quei giorni perduti a rincorrere il vento
A chiederci un bacio e volerne altri cento
Un giorno qualunque li ricorderai
Amore che fuggi da me tornerai

E tu che con gli occhi di un altro colore
Mi dici le stesse parole d´amore
Fra un mese fra un anno scordate le avrai
Amore che vieni da me fuggirai

Venuto dal sole o da spiagge gelate
Perduto in novembre o col vento d´estate
Io t´ho amato sempre non t´ho amato mai
Amore che viene amore che vai

terça-feira, setembro 19, 2006

MONSENHOR RATZINGER



Não acredito Eminência, que não soubesses o que estava a dizer! Algo deverá estar por trás desta jogada de mestre.
A sua transparente inteligência e a sua altives intelectual que lhe sai pelos poros, seguramente que não dá motivos para enganos!

Das duas uma:
Ou foi muito bem orientado, para que provocasse uma situação de clivagem nas já péssimas relações entre Católicos e Muçulmanos, o que eu não acredito, ou por outro lado aproveitou, de acordo com os seus pricípios de intelectual elitista, transparecer o seu sentimento íntimo de intolerância com o Islão e reprovação para com o legado do seu antecessor.

Resta saber se acertou em cheio!
De Papa tem muito pouco, mas de Monsenhor sobra-lhe algo de sublime: o charme!

sexta-feira, setembro 08, 2006

INDIGÊNCIA





INDIGÊNCIA…………...., algo que melhor do que ninguém somos capazes de gerar sem necessidade de grande esforço.
Espectáculo; o caso Mateus.

Os espectáculos representados nos últimos dias por um Valentim Loureiro, pela acabrunhada e semi-morta figura de Madaíl e por um hilariante Fiúza, são cenas de uma peça que só os portugueses sabem representar e bem.

Os três canais da Televisão nacional, conseguiram corporizar este evento como se de um fenómeno épico nacional se tratasse levando à cena em horário nobre a transmissão directa do Pavilhão de Barcelos onde se reuniram corpos gerentes e associados do Gil Vicente.

Angustia por realmente fazer parte deste triste palco que é Portugal.

quarta-feira, setembro 06, 2006

O IDIOTA




Depois de afirmar que o Governo Americano tem todo o direito de proceder a prisões e torturas indiscriminadas sobre prisioneiros considerados terroristas, Buch do alto da sua estúpida arrogância, abriu mais um daqueles “inteligentes” precedente ao autorizar implicitamente que qualquer outro Estado, pertença ele ao eixo do Mal, do Bem ou do Assi-Assim, efectue pela mesma bitola o mesmo tipos de “aprovisionamentos” humanos.

Após a sua subida ao poder esta “inteligência” não descansou enquanto não invadiu e destruiu dois países que, se no caso do Afeganistão até se poderia contemporizar em virtude de na altura ali estar instalado um poder politico totalmente anormal (os Taliban), no caso do Iraque foi de uma falta de senso e de visão política que sinceramente não encontro no meu léxico adjectivos para o definir.

E pior ainda, mentiu a toda a humanidade com a história esfarrapada das armas de destruição maciça e outras “asneiras” que já deram origem a dezenas de milhar de mortos. A guerra está perdida e agora será acartar com a vergonha de uma fuga tipo Vietnam (eu não acredito que a história se repete, mas com tanta estupidez……).

Sabendo-se sem forças e com a opinião pública aos berros, preparou o criminoso ensaio que foi a invasão e destruição do Líbano lançando os seus cães de fila sionistas, lacaios e mafiosos, procurando principalmente medir o pulso da Republica Islâmica do Irão no intuito de ali, efectuar uma invasão “punitiva” pela ousadia que os Persas tiveram de desenvolver a sua tecnologia nuclear e ao mesmo tempo o seu presidente dizer o que muito boa gente neste mundo pensa e sabe mas não tem coragem de o dizer.

Só que aqui outro galo seguramente cantará e a resposta, ou muito me engano, ou poderá ser o canto do cisne do Império do Ocidente e de toda a sua tecnologia de menino mimado,

Mas de todo o mal o menos. O pior é que esse presumível e quase certo insucesso que seria uma invasão americana ao Irão, poderia ser o início da queda de toda uma civilização europeia, baseada na tolerância, no diálogo, na fraternidade e na igualdade, valores que a estupidez, a cegueira política, a maldade, o terror, a ganância pelo lucro, o capitalismo selvagem e o desejo de roubar a riqueza alheia (petróleo) não jogam uns com os outros.

Vejo neste “ser” a explicação para grande parte do terrorismo que hoje nos consome, tenha ele a origem que tiver (começou com o 11 de Setembro de um modo assaz intrigante e ainda por esclarecer de verdade!!!).

Quanto à Europa, que ainda tem alguma inteligência, dignidade e respeito pelos seus direitos e pelos direitos dos outros (estou seguro que sim), só lhe resta opor-se às loucuras desumanas, e agressivas deste perfeito idiota, tentando por todos os meios legais, ganhar algum tempo até passar este verdadeiro tempo de martírio.

Ansiamos para que chegue o dia de ver este grande idiota pelas costas. Seguramente que a humanidade respirará fundo, poderá começar a sorrir e tentará, estou seguro, ajudar aqueles que tanto têm sofrido no Médio Oriente.

Paralelamente deveria ser exigido que Buch respondesse num Tribunal Internacional pelos seus crimes contra a Humanidade. Outros foram lá parar por muitíssimo menos!

domingo, setembro 03, 2006

SANTA MADONA




De escandalo em escandalo MANDONA, a deliciosa deusa, continua a lançar nos seus espetáculos o charme e o perfume da abençoada e santa provocação que tanto horroriza os crentes da "estabilidade" religiosa que tem definhado toda a humanidade!

Adoro esta mulher, não só por esse mesmo facto mas tambem pela constante insegurança que provoca nos (a)normais moralista que nos tentam "guiar" como carneiros.
Mesmo que nunca venhas a saber quem sou, ter-me-ás sempre como teu fiel apóstolo. Bem hajas!

sábado, agosto 26, 2006

ALHAMBRA








Do pouco tempo de férias que tenho tido, não o poderia deixar de utilizar ficando por cá.
Nem sei como passaria o resto do ano sem me livrar dos “tugas” em pleno período de Verão, uma semana que fosse.

Afinal não fui para muito longe. Fui directo ver o Alhambra!

Aqui vão algumas fotos! Simplesmente divino.

segunda-feira, agosto 21, 2006

PICADELAS




Depois das caricaturas de Maomé num “independentíssimo” jornal Dinamarquês que originaram a contestação bem conhecida de todos, Teheran responde bem do alto da sua arrogância Persa e presumidamente ariana com mais esta pequena, mas gostosa provocação de quem não tem nada a temer, a dever, a calar e a pagar.
Bem pelo contrário!

É sempre bom sentirmo-nos com força, segurança e um grande descaramento para se responder da mesma moeda!

Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos do do vizinho

Para quem quiser saber como tem corrido esta deliciosa exposição na capital do make up aqui vão uns sites elucidativos:
www.irna.com
www.isna.com
www.teheranavenue.com
www.iranian.com

terça-feira, agosto 15, 2006

OBSTÁCULOS




Escrever para o BLOG da minha filha:
Algo que faço pela primeira vez.
Li, reli e compreendi profundamente o que estás a sentir nos 28 anos da tua vida!
São receios não do futuro, mas do vivo presente! Para além do que te poderia dizer apenas te vou lembrar de um pequeno episódio de quando tinhas 3 anitos, em que tiveste de ficar uns meses em casa dos teus avós e quando nos preparávamos (eu e o teu pai) para sair, tu agarraste as minhas pernas e disseste: “mã não te vaias embora”.

É agora a minha vez: FILHA NÃO TE VAIAS EMBORA!!!!

segunda-feira, agosto 14, 2006

FIDEL




Em nome da Liberdade, alimentados e armados pelos americanos os “gusanos” de Miami invadiram o teu País para de lá saírem enxovalhados.

Em nome da Liberdade pagaram-se fortunas a mercenários, assassinos, mentecaptos, prostitutas, homossexuais e anormais no intuito de te matarem. Nunca o conseguiram.

Em nome da Liberdade destruíram e bloquearam economicamente o teu País para que cedesses à canalha.

Em nome da Liberdade assiste-se, por causa do bloqueio selvagem, a todo o tipo de dificuldades extremas que o teu povo sofre.

Em nome da Liberdade a impotente Europa acompanha os ditames do tio sam, já que originalidade e murros na mesa não são apanágio dos estrategas do lado de cá do Atlântico.

Em nome da Liberdade até os teus “amigos soviéticos” um dia te atraiçoaram piorando ainda mais as condições de vida na tua terra.

Em nome da Liberdade a tua morte já foi ansiosamente esperada e anunciada pelos jornais, televisões e emissoras de rádio da nossa ignorância.

Em nome da Liberdade rezam-se missas, fazem-se piedosas promessas, cortam-se gargantas a galináceos e executam-se sacrifícios perante altares de sanguinário paganismo cristão.

Em nome da Liberdade não te deixam em paz. Nem a ti nem ao teu povo.

Em nome da Liberdade só te quiseram destruir, eliminar, trair, assassinar, vilipendiar, amesquinhar, etc!

Tu não caíste. E pelos vistos não cais!

Será que a Liberdade está mesmo ao teu lado para te defender daqueles que em nome dessa Liberdade te querem destruir?

Realmente Fidel, quer queiram quer não a História te absolverá. Disso “eles” não se livram.

terça-feira, agosto 08, 2006

Francis Obikwelu



Sereno no correr os 100 metros como se fosse uma pena a pairar ao sabor da brisa.
Elegante nos seus movimentos como um leopardo
Lindo de ver!!!

Obrigado Francis pela honra que nos ofereces de representar o nosso País.
Devemos-te muito!

Oxalá tenha-mos a humildade e a sensibilidade para reconhecer o que nos tens oferecido no campo desportivo!

És um modelo neste País tão seco exemplos.

Obrigado Francis Obikwelu

segunda-feira, julho 31, 2006

DEUS, ..... onde estás???



Deus deve estar a chorar perante mais este crime de autêntica barbárie.
Se assim for o melhor que Ele tem a fazer, é simplesmente abandonar a espécie humana.

Qana é a prova que o terrorismo não vem só de um lado.

O terrorismo sionista, porque em fase de desespero (sabe que o tempo não lhe é favorável), está a apresentar a sua verdadeira face: o horror, o horror preconizado por um estado pirata.

Tem o apoio envergonhado das classes dominantes europeias e acima de tudo vive à conta das verbas orçamentais monstruosas que os americanos anualmente lhes proporcionam.

Quanto a estes últimos, não necessitam de sujar mais as mãos, já tão ensanguentadas pelos crimes nas terras do Iraque e do Afeganistão. Utilizam os seus cães de fila israelitas, os seus assassinos profissionais, os seus terroristas!

Perante uma atrocidade destas faltam-me as palavras e fogem-me as ideias! Não existe no meu vocabulário termo que possa ser aplicado a estes facínoras!

Ponho em dúvida a história recente do estado de Israel, e de alguns factos que desde pequeno me fustigaram sobre o sofrimento dos Judeus durante a segunda guerra mundial.

Tenho o direito a essa dúvida depois de tudo aquilo que estou a assistir no Libano! E agora vai ser muito difícil convencerem-me do contrário!

domingo, julho 30, 2006

SOUAD MASSI



Aconselho todos aqueles que têm conhecimento e lêem o meu blogue a ouvir a sensualidade desta voz (Souad Massi), as suas melodias e se possível entender a letra dos seus poemas musicados (para aqueles que não têm o privilégio de entender Árabe versão magrebina, as versões em francês e inglês estão disponíveis).

Tal como na maioria da música árabe, ao ouvir a melodia das suas canções sou forçado a dizer que o fado é tão canção genuinamente nacional portuguesa como eu sou extraterrestre de cor verde e com barbatanas, em vez de pés.

Muitos de nós não quer admitir, por razões de chauvinismo e estupidez, mas corre-nos nas veias bastante sangue quente e doce dos desertos do Norte de Africa; do Magrebe.

Sempre foram sete séculos. Muito tempo!

Por mim sinto-me bem e até orgulhoso!

http://www.souadmassi.com.fr

sexta-feira, julho 28, 2006

DARKNESS



Look at the message of the sionism!
Look at the message of true racism!
Look at the message of the real terrorism!

Tell me how criminals like those can be supported!

This mad world is sleeping for sure.

We do not realise how big the criminal monster was created by us in the past.
We do not realise how our dark conscience is, when allows this barbarians take this criminal behaviour!

How can these human beings (if there is anything left out of humanity in them) hurt the Lebanese so much, after during so long time being hurt them so much?

How can we consent this savageness?

It is time to stop them, turn out and fight against the real terrorism, the real terrorism that is hiding among us, using our democracies and our complacence.

Otherwise the doors of the darkness will be opened by this mad savages.

Desmotivação



Maria João Pires vai deixar Portugal.
As razões? Simplesmente porque tem sido “torturada” pela parolice circundante.

É natural.

Os espaços limpos deste País estão hoje ocupados por cimento, auto-estradas, rotundas, gabarolice, analfabetos (em todos os aspectos) e por uma arrepiante dose de estupidez doentia e latente que de tão tipicamente lusitana, já é considerada como ex-libris no estrangeiro.

Como ela já outros se foram embora por não caberem na nossa mesquinha pequenez.

Hajam férias, praias, futebol e “caras” que o resto é paisagem.

Que sejas feliz Maria João Pires. Mais vale tarde do que nunca!
E não olhes para trás.

sábado, julho 15, 2006

STINKY LIFE

Despites all the odds, through ups and downs I have always believed in one thing, that life or god or whatever you want to name it, is just. The idea of justice is not a system of belief but it has been my last link to this nasty, horrific, stinky life.

On the nights when I was sad, being punched and kicked, starved and sleep depraved, and being humiliated worse than an animal, I was holding a candle in the dark corner of my heart that was shedding light on two words, Justice Prevails! And in order to see its glorious occurrence I collected all my power to stay on course to see it happens.

Now that I am getting older and am looking back at all the thick and thin days of my life and all the days and years that I've been waiting for the justice, I am asking, Justice Prevails?

Everyday my hope of seeing that day is diminishing, and I am thinking whether I have been thinking wrongly all these years. I wonder whether there is no justice, or that justice should be defined differently. So I am going to live another thirty years to redefine things.

I am going to define everything all over. Justice is not the punishment or reward as a proportional response to one's deed but it is an overwhelming rage against entities indiscriminately.

Eight soldiers are equal to dozens of civilians. A tank equals thirty something bridges, airports and many more buildings, and cars.

As I am writing I see more definitions coming.

sexta-feira, julho 14, 2006

Até quando??

Quando temos a força bruta do nosso lado (e à conta de terceiros), uma valente e mesquinha dose de arrogância, um desrespeito pelo património alheio, um fundamentalismo religioso pré-histórico e um racismo animalesco, “assiste-nos” o direito de agredir seja quem for e entrar pela casa alheia sem pedir licença como se do nosso quintal se tratasse.

Mesmo que o estado de Israel possa ter alguma razão na tentativa de salvar os seus soldados, a maneira como o faz é bárbara e só vai atiçar os ódios e desprezo internacional que com toda a razão se geram em seu redor, inclusive quem directamente os apoia.

O Líbano mais uma vez tem sido o cordeiro sacrificado aos prazeres diabólicos de um maldito estado pirata que não vê nem quer ver que agindo pela via da brutalidade, está cavar o seu isolamento e a aumentar o ódio de toda uma humanidade, lançando-o irremediavelmente na senda do desprezo e das respostas vingativas.

Começamos a ponderar se não valerá dar crédito a quem coloca em causa a fastidiosa e bolorenta história do holocausto pois os processos que Israel utiliza estão a entrar numa semelhança evidente e aterradora.

Vale a Israel o facto de ser alimentado pelos americanos e por essa razão (única) poderem militarmente agir sem castigo. Caso contrário outro galo cantaria.

Quanto ao Hamas e ao Hezbolah que nada têm a perder, não lhes restará mais do que sofrer e responder com todos os métodos disponíveis ao seu alcance, nem que para isso se enverede pela via do acções desesperadas, do sofrimento e da auto flagelação!

A humanidade um dia vai ter de saber e escolher entre um lobo assassino mascarado de cordeiro e um cordeiro que teve o azar de um dia se vestir de lobo.

Oxalá não seja tarde demais.

quarta-feira, julho 12, 2006

Dor


Deixa-me sem palavras. Esta fotografia fala por si. Nem tenho palavras.

sexta-feira, julho 07, 2006

SCOLARI



Obrigado Scolari

por nos teres agitado

por nos fazeres sorrir, rir de alegria e expandir a nossa loucura

por nos teres dado algum amor próprio

por nos fazeres gostar da nossa bandeira

por num curto espaço de tempo nos levares a pensar que ainda vale a pena sentir este País

por gostares deste País e fazeres mais por ele do que muitos compatriotas meus

por nos demonstrares que se quisermos podemos ir mais longe, não só no futebol mas em tudo aquilo que nos pode enriquecer como povo respeitado e respeitável

por não teres medo de chamar os bois, os coirões e os cães raivosos pelos seus próprios nomes (que nem nome merecem ter)


Gostaria de te ver por cá muito mais tempo.
Pessoas como tu são água cristalina e fresca neste deserto tão vazio de vontades e motivações mas tão cheio de secos ataviados e balofas vaidades.

Somos “pequenos” demais para ti. Somos realmente patinhos feios.
Até quando???

sábado, julho 01, 2006

Nas Meias Finais



A todos eles se deve terem chegado onde, com toda a sinceridade, não se esperava ir. Chegar à final é uma previsão perfeitamente aceitável.

Este País necessita de motivações. No meu entender não deveria ser o futebol a motivação número 1 mas talvez seja uma locomotiva para que tenhamos algum orgulho de pertencer a este País pequeno mas que tenta, por todos os meios pôr-se em bicos de pés.

Na verdade muitos outros nem isso conseguem.

Que os pupilos de Mr, Scolari e o próprio Sr Scolari (que tão infamemente e injustamente tem sido ofendido pela nossa imprensa) vençam e se apresentem na final como autênticos heróis é o que eu desejo.

Viva Portugal

sábado, junho 17, 2006

Coitados, grande desilusão!


Nesta semana completa de trabalho, incluindo os dois feriados do santo antoninho e do corpus christi em que cheguei a fazer mais de 12 horas por dia a trabalhar, esta chuva diária tem sido uma doce vingança e um suave bálsamo para o meu ego tão aviltado pelas visões intoleráveis e dilacerantes de milhares de tugas, tias, tios e quejandos sobrinhos a ir ”a banhos” lá para as bandas do Sul, enquanto eu para aqui a aturar empreiteiros, pessoal imigrante a partir chão com maravilhosos e suaves martelos pneumáticos de 20 Kgs, fazer massa para um pavimento de um piso da fábrica, aplicar resina epoxy, reposicionar quadros eléctricos de potência e comando mais a respectiva cablagem (a que eu chamo spagetti), enfim um imenso numero de acções dignas de quem como eu ainda faz alguma coisa por este país da treta.

Mas valerá a pena?????

Valerá a pena quando assisto embasbacado na Televisão da nossa tristeza que os agricultores, “coitadinhos” exigem um subsídio do governo para fazer frente aos prejuízos causados pela abençoada carga de água que caiu neste mês de Junho?

Valerá a pena quando vejo o maralhal estar-se nas tintas e partir de vacations para o Algarve e outros locais à conta dos cartões de crédito que jamais conseguirão pagar durante todos os anos de vida que lhes restam?

Valerá a pena quando vejo os professores do nosso atraso intelectual aproveitarem a semana prolongada para fazerem greve nacional?

Valerá a pena quando assisto estupefacto ao fecho da Opel Azambuja, única e exclusivamente por má gestão, por não ter sabido aplicar as verbas recebidas do governo há cerca de quatro anos?

Valerá a pena quando alguns se preparavam para iniciar a anual “dança do fogo” dando início às queimadas das nossas florestas para depois, com a complacência das autoridades, dos bombeiros e de algumas autarquias obterem os respectivos dividendos?

Valerá a pena quando se continua a assistir a autênticos anormais fazer das estradas e auto-estradas deste País pistas de corridas querendo, agarrados ao volante, esconder a sua impotência (em todos os seus aspectos)?

Valerá a pena continuar quando a lista enorme das anormalidades é infindável?

Não, realmente não vale a pena.
Esta chuva abençoada veio “estragar” muita coisa que não estava bem, veio limpar muito “esterco” acumulado, veio arrefecer e perfumar o ambiente doentio que é, e tem sido nos últimos anos a cansativa estação do Verão.

Através da janela do gabinete da fábrica onde trabalho vejo a doçura das árvores e jardins que me rodeiam, ouço a passarada a cantar, vejo a relva molhada verde e fresca, vejo as nuvens de um cinzento claro a deslizarem suavemente de Sudoeste para Nordeste, prenuncio de que mais água, única e verdadeira fonte da vida, vai cair e que vai, para minha alegria e satisfação, continuar a estragar os planos de muitos que fazem da farra e da irresponsabilidade a desgraça deste país.

quarta-feira, junho 14, 2006

Vai fechar a fábrica de automóveis da Azambuja!

Lembro-me bem desta fábrica, quando iniciou a produção do Opel Kadet e se bem recordo do Opel Kapitan. Estamos a falar no final da década de 60, concretamente 1967 a 1969.

Era um miúdo. Recordo-me perfeitamente e com a satisfação do momento de ver na traseira desses carros um pequeno dístico com os dizeres de Montagem Portuguesa.
Vinham lindíssimos, em camiões para o cais de Alcântara para serem enviados, muitos deles por via marítima, para a Alemanha e outros países europeus.

Tempo de indústria muito diversificada e que eu me fui apercebendo ao longo dos anos de estudo neste País. Os denominados “serviços” eram restringidos à sua verdadeira dimensão ou seja; ao serviço das forças produtivas (um dia destes tecerei algumas das minhas ideias sobre “aquilo” que hoje em dia se chamam serviços).

Azambuja vai fechar!
Como resultado de vários conceitos actuais globalizantes e tão do agrado dos economistas do nosso tempo (e que eu considero apenas como contabilistas), a Azambuja vai fechar!
São “só” mais seis mil pessoas que estão em causa.

O Governo afirma que fará o possível para manter a fábrica em laboração.
Obviamente que é tudo falso. Já sabemos o resultado final. Igualzinho a tantos outros casos que têm vindo a empobrecer este País.

Hajam futebol, feriados, férias de verão, telenovelas e santinhos populares para alegrar o pagode que o resto não é problema. Vive-se o momento (e mal) porque quem vier atrás que feche a porta, que se desenrasque.

É assim Portugal século XXI!
Até quando???

segunda-feira, junho 12, 2006

"Eiterna i nobre hardança"




"Ah! Fala nuôssa i siêmpre biba/ La mais rica, eiterna i nobre hardança/ Qu'na beisos de criança/ Me dórun cul pan negro/ Mius pais í mius abós/ Falai-la, mius armanos./Guardai-la!.../ Stimai-la! .../Amai-la!.../ Fazei-la bibir an bós!.../ Pus s'eilha se bai morrendo/ Nun ajudeis a anterrá-la."


Sempre gostei de ouvir a doçura deste dialecto.
Sempre gostei de minorias. Faz-me sentir mais seguro.

sexta-feira, junho 09, 2006

هدیه


هدیه

من از نهایت شب حرف می زنم
من از نهایت تاریکی
و از نهایت شب حرف می زنم

اگر به خانه من آمدی
برای من ای مهربان چراغ بیار
و یک دریچه که از آن
به از دحام کوچه خوشبخت بنگرم

فروغ فرخزاد

quinta-feira, junho 08, 2006

A NOSSA TERRA


A nossa terra é aquela que nos trata bem, onde nos reconhecem pelo trabalho que desempenhamos, por contribuirmos para um bem comum e onde temos amigos que ao fim do dia nos convidam a tomar um copo num bar, pub, tablau ou num khaneye tchai.

A nossa terra é onde temos direito ao mínimo admissível para se viver como ser humano.

A nossa terra é onde, se quisermos, nos podemos enriquecer intelectualmente, na escola, na universidade, nos museus, nas bookshops café tão do meu gosto e seguramente tão do teu.

A nossa terra é aquela que sabemos ser internacionalmente respeitada e admirada, pelo seu poder económico, industrial, intelectual.

Penso que compreendes bem aquilo que te quero dizer e espero que pelo simples facto de trabalhares e estudares num País que te tem proporcionado tudo isto e muito mais, saibas que se por acaso, quando voltares de vez, tiveres sucessos aqui em Portugal, não o deves a esta terra onde nasceste, mas aquela que, mau grado dizeres que não gostas, te abriu as portas para um futuro melhor, caso o queiras.

Este País, para além de ser “pequenino” começa a ser pequeno demais para ti.

Há muito mais mar e mais céu azul para alem de Portugal.
È só uma questão de querer não ser medíocre.
Tu nunca o foste e nunca serás.

sábado, junho 03, 2006

INVITO AL VIAGGIO


Ti invito al viaggio
In quel paese che ti somiglia tanto
I soli languidi dei suoi cieli annebbiati
Hanno per il mio spírito líncanto
Dei tuoi occhi quando brillano offuscati

Laggiu tutto è ordine e belleza, calma e voluttà.
Il mondo sáddormenta in calda luce
Di giacinto e d´oro.
Dormono pigramente i vascelli vagabondi
Arrivati da ogni confine
Per seddisfare i tuoi desideri

MUNDIAL 2006

Gosto imenso de futebol. Seguramente mais do que a grande maioria do pessoal que transfere para a Selecção Nacional o sentimento de grandeza e orgulho nacional tentando, perante a dor diária que causa o facto de sermos um País cronicamente medíocre, enaltecer feitos virtuais e pouco edificantes.

Joguei, fui sócio e sou adepto de um dos grandes, portanto estou perfeitamente a par e inserido na atmosfera festiva que é um Campeonato Mundial de Futebol, da paixão e emoção que transmite, da curiosidade em ver como jogam selecções de países que, em princípio se pensa jogarem abaixo da bitola “definida” como potências futebolísticas e maravilhar-me quando um desses países se torna tomba gigantes transmitindo uma agradável surpresa à competição.
No meu ponto de vista creio que esse é o verdadeiro espírito da competição. Ou pelo menos deveria ser.

Mas não será um jogo de Portugal que me fará ausentar do trabalho e das minhas obrigações profissionais. Não sou capaz e não vou contribuir para que se diga, e com toda a razão, que este Pais tem índices de produtividade abaixo do normal muito embora saiba que os exemplos de quem troca os horários para ver os jogos, venha de cima, de quem administra esta terra, de um organismo do poder eleito por todos nós.
Simplesmente imoral.

Com exemplos assim, merecemos todos os epítetos daqueles que lá fora, nos acusam de sermos inviáveis.

Perante esta situação assiste-nos o direito de lhes faltar ao respeito e de chamá-los pelo nome que eles merecem: bandalhos.

quinta-feira, maio 25, 2006

VERGONHOSO



Típico da nossa gente. Costumamos assumir que somos os maiores e depois de qualquer feito empolgante exigimos ser reconhecidos como insuperáveis. Pronto, não necessitamos de aprender mais nada. Na aproxima oportunidade superaremos seja quem for…………….!

Esquecemos no entanto que para manter seja o que for há que lutar tanto ou mais para não nos tirarem o que conquistámos. Nem que seja apenas a credibilidade e a vergonha.

Sem querer afirmar que o futebol é algo que nos aspira a sermos respeitados como País e Povo (nem admito a mim próprio sequer a veleidade de discretamente aceitar essa tese), tenho de me sentir triste com a figura da selecção nacional dos sub 21.
Foi triste.
Foi mau.
Vergonhoso.

Não há desculpas para, após tanta soberba, publicidade, cantos gloriosos e vedetismo, fazer tanta asneira e ser-se tão mau profissional.
Os jogadores foram maus em tudo. No jogo e na educação.
O seleccionador pagou com a vergonha desta derrota, as considerações que fez a e sobre Scolari. Já hoje deveria ser demitido, expulso por justa causa.

Todos foram vergonhosos e podem ter deitado por terra anos de reconhecimento internacional anteriormente adquiridos.

Este caso projectado para o que na realidade é o País, que é aquilo que me interessa, assenta como uma luva.

O vedetismo e a soberba, o querer proveitos sem lutar para os obter, a maldita teoria de que os direitos nos vão cair nas mãos por obra e graça de alguma santinha ou de programas televisivos, têm sido ao longo dos tempos a nossa desgraça.

E aí estão; o déficit, o atraso económico latente, a falta de cultura, o analfabetismo larvar, a parolice militante, etc, etc.

Tapa-se toda esta tristeza com pseudo grandes obra e ideias; são as promessas do TGV, do novo aeroporto de Lisboa, das grandes refinarias, das espectaculares centrais nucleares,……, e por ai adiante.

Quanto ao pagode, este deve ser excitado injectando-lhe a ideia de que há condições para a nossa selecção principal ganhar o mundial 2006 na Alemanha.

É pena mas se calhar não merecemos melhor sorte porque para a ter também é necessário merecê-la, ou dito por outras palavras fazer por isso. E nós realmente não fazemos nem por isso nem por aquilo.

sábado, maio 13, 2006

IN MY WORLD


In my world
It´s heaven on earth when you´re close to me
I could see
That moment of truth when you spoke to me

In my word
It´s never too late we can both be free
In my world
It´s never too late when you´re near

If you knew
The changes I feel that you put me through
And you do
I see in your eyes that you really do

And it´s true
It happened so fast that it must be true
In my word
It´s heaven on earth when you´re near

And I´m only just beginning
To believe what you have done
How you turned it upside down
This world of mine
And it seems while I was looking
It was right in front of me
All the time

In my world
It´s heaven on earth when you´re close to me
I could see
That moment of truth when you spoke to me

In my word
It´s never too late we can both be free
In my world
It´s never too late when you´re near

`Cos I´m only just beginning
To believe what you have done
How to turned it upside down
This world of mine
And it seems while I was looking
It was right in front of me
All the time

If you knew
The changes I feel that you put me through
And you do
I see in your eyes that you really do
And it´s true
It happened so fast that it must be true

In my word
It´s heaven on earth when you´re near

REALMENTE É DE HOMEM

O homem é arrogante, distante, auto convencido e até provoca em nós um sentimento de constante revolta e necessidade de confronto quase que violento.
De vez em quando dá vontade de lhe chamar tudo o que nos vem à cabeça. Os piores nomes possíveis e imaginários.

Mas só pelo facto de revolver o asqueroso pântano que se transformou a nossa imprensa escrita, radiofónica e principalmente televisiva, merece o nosso apoio, a nossa concordância, o nosso “vai para o inferno mas bem hajas pelo que fizeste”.

Quase todos os que ele foca no livro representam algo que tem conspurcado a informação a que temos direito.

A SIC tem sido, salvo raras excepções, a televisão da mesquinhez, da estupidez nacional, da ganância pelo lucro a qualquer preço, do ataviamento alarve dum povo a quem se ensina a não pensar, agir ou revoltar-se (a TVI também não pode escapar).

Não gosto nada de ti Manuel Maria Carrilho, mas só porque foste oportuno e tiveste coragem de mexer no caldeirão do esterco e de assustar os vermes que por lá engordam, mereces a minha admiração.
Hajam mais como tu, é o que eu desejo.

quinta-feira, maio 04, 2006

PORTUGAL PARA QUE TE QUERO

Estudo mostra que portugueses não se interessam pelo país
A maioria dos portugueses residentes no continente não se interessa pelo país, declara-se infeliz e é pessimista quanto ao futuro, indica um estudo da TNS Portugal, líder mundial em estudos de mercado sobre o consumidor.
(in Público de 04/05/06)

Com resultados destes resta-nos mandar às malvas os governos do nosso infortúnio, os presidentes da nossa tristeza, os “patos bravos” da nossa desgraça e continuar-mos a ser verdadeiros tugas, ou seja feios, porcos e muito mauzinhos.
Nem Nossa Senhora de Fátima nos vai valer.
Ainda vamos ficar atrás, o que não é difícil, da Roménia, Bulgária e Turquia antes mesmo de eles entrarem para a Comunidade Europeia.

Valha-nos ao menos a Espanha aqui mesmo ao lado! Sempre passamos despercebidos.

terça-feira, maio 02, 2006

MEU PETRÓLEO, MINHA ANGÚSTIA!

Preço do petróleo sobe com instabilidade na Bolívia e no Irão
O preço do petróleo nos mercados internacionais continuou hoje a subir, impulsionado pela decisão da Bolívia em nacionalizar o sector energético e com os receios de que o Irão possa reduzir o fornecimento de crude.


Este é o resultado de mais de trinta anos de boa vida à conta dos produtores do petróleo.
Finalmente abriram os olhos. Tarde mas abriram.
Azar o deles? Talvez sim, talvez não! Não têm nem terão nada a perder.
Azar o nosso? Declaradamente que sim. Temos tudo a perder.
Vamos pagar por todo o mal que lhes causámos durante três décadas.

Engraçado; há quem lhes chame terroristas!
Gmorgado

domingo, abril 23, 2006

Que pena!!!!



A vida tem destas coisas.
Tende-se a evoluir para de seguida enfiarmo-nos directamente na via do retrocesso.
Não quero acreditar que num dos países que tem reconhecidamente as mulheres mais bonitas do mundo (e mais gostosas), vão agora obrigá-las a pagar multas e a passarem umas horas detidas por alegrarem o ambiente de uma cidade superpovoada.
Não pode ser.
Conheço bem Tehran. Para além daquelas lindíssimas montanhas de Alborz com os seus circuitos pedestres e a vista sobre a cidade, a outra admirável beleza são inevitavelmente as suas …………..mulheres!
Zanieah dar Tehrani kheily kashangieah astand!!

Quem as vê andar nos passeios das avenidas da Jordânia, Valy Asr ou Enqhelab, só se for cego é que não tem dores de pescoço.
Que pena!!! Há que fazer qualquer coisa!!

FCP


Enfim. Acabou.
Deixou um gosto amargo a trabalho por fazer, não só o de casa mas também o diário.
Para os lados das Antas esses preceitos não são permitidos e só assim é que se ganham campeonatos e taças.
Realmente nem todos podem ter um Pinto da Costa!
Sem grande alarde, sem grande propaganda e com a imprensa por trás da porta como se impõem e como deveria sempre ser, o FêSSêPê lá somou mais um Nacional.
Só se pode dar os parabéns aos vencedores.
No fim de contas até o merecem! Parabéns!!

Por cá, estamos a tentar lutar pelos restos, águias e leões.
É triste mas é a realidade!
P´ró ano há mais!!!!

Mesmo que....



FERMEREMO LE ARMI DEL CAOS, NON QUELLE DELLA RESISTENZA! (Hamas)

Mesmo sabendo que mais tarde ou mais cedo vão sofrer as represálias dos judeus, com os assassinatos selectivos e outras “perfeições” da Mossad, é preciso ter coragem para não deixar cair os braços e afrontar a besta.

sábado, abril 22, 2006

Será que estamos a mais??


Já era sabido que os três relatórios, Banco de Portugal, FMI e OCDE não seriam favoráveis nas suas análises económicas relativamente a Portugal.
Basta ver e sentir o pulso deste País para infelizmente sermos confrontados com essa realidade.

Vítor Constâncio igualmente não deixou de enviar umas farpas ao governo de Sócrates.
No entanto o conhecimento que já tem do País e os cargos superiores que tem ocupado no BP dever-lhe-iam dar algum poder para tomar uma atitude mais activa.
Falar do alto da cátedra e só agir de conversa é-lhe típico. Lava daí as suas mãos.

Começa a ser angustiante e doloroso, ano após ano, sentir e ver que não saímos da cepa torta.

Já agora e a talhe de foice, sabiam que após 30 minutos da abertura do novo Casino de Lisboa um parque de estacionamento com capacidade para 300 veículos ficou completamente cheio com viaturas de adeptos das slots e não só??
Será possível que este povo ande a dormir há tanto tempo e só pense em andar na “geraldina”.
Será que nos estamos a tornar inviáveis como País?

domingo, abril 16, 2006

Então??? Que é isto???


Sporting!? Porquê?? Que se passa contigo?
Porque desperdiças a nossa dedicação e devoção como o fazes defronte das balizas adversárias?
Já não destingues à tua frente o poder imensamente azul que te ofuscou naquele fim de semana para esquecer.
Mas, cuidado, muito cuidado com o poder vermelho que se prepara para te devorar, caso não lutes.
Já é mania de deitares a toalha ao chão quando pensas "incapacidade". Não lutas, não enfrentas.
Olha que luta bonita não dá quando de esqualos somos perseguidos.
Não me dês mais desgostos. Pelo menos uma ida directa à Champions League oferece-nos, senão lá temos de nos contentar com a segunda divisão europeia (sim porque dificilmente passas as eliminatórias).
GMorgado

O que fazer com o Irão


Eu não disse?
Era só uma questão de tempo! E foi bem depressa.
Ele tem de citar alguém, porque como quase toda a imprensa portuguesa, a técnica do copista é fundamental para a subsistência jornalística nacional. Salvam-se raras excepções. A inteligência e o poder criativo não fazem muito o nosso jeito.

Ele enaltece um grande pensador; Raymond Aron. Como se este senhor fosse um eleito predestinado para grandes feitos de análise política. Na realidade não passou de um simples escriba ao serviço de quem nós sabemos.

Ele tem a lata de comparar Ahmadinejad com o Hitler metendo o Hamas à mistura fazendo da confusão letra de lei, tendenciosamente procurando levar os leitores a tomarem o partido da mentira e a aceitarem de bom grado a calúnia jornalística.

Ele manhosamente apela ao “dever nuclear” europeu e americano de, …estudarem a hipótese de um ataque, da mesma forma que, desta vez, devem agir a uma só voz no conselho de segurança, …… como se atacar um País de setenta milhões de habitantes e com uma economia poderosa, fosse como entrar no Iraque, no Afeganistão, na Sérvia ou em qualquer república das bananas.

É inadmissível que a ele, não conhecendo o Irão, tal como não conhece Angola, se lhe permita escrever artigos que fomentam uma apologia da guerra.
E vem depois com uma grande lata falar nos direitos humanos, como o fez no seu hilariante artigo sobre Cabinda.

Que direitos é que ele exige agora ao Irão??
Que se vergue ao estado de israel a quem se permite possuir um arsenal nuclear e que praticou, pratica e praticará todo o género de atrocidades na Palestina?
Que se submeta à influência e ao poder de mais duas potências nucleares vizinhas, o Paquistão e a Índia?

O que é que aprova? Arrasar Tehran e os seus catorze milhões de habitantes, com uma bomba nuclear tal como dá a entender??
Destruir a central nuclear de Isphan para depois na Europa nos submetermos a represálias de todo o género?

Ele não sabe, porque nunca lá foi (nem há-de ir). Ele não sabe que a Republica Islâmica do Irão é, naquela área, a nação que mais próxima está do nosso modelo de vida, mau grado as contradições que possui?

Na minha estadia no Irão, senti como não posso nem devo embarcar nas ideias que por cá se tem sobre a República Islâmica.
Mediante aquilo que vi e os amigos que por lá fiz, revolto-me todos os dia só de pensar que existe gente que pensa e escreve como ele!

Ele devia ter vergonha, mas gente da sua laia não tem, porque não presta.

Guilherme Morgado

quinta-feira, abril 13, 2006

Jornalismo de primeira água

É evidente que estava para acontecer.

Não sou nem adivinho, nem vidente, nem crente ou apóstolo de qualquer seita.
Mas não era difícil prever que isto ia acontecer.

Já tinha comentado num artigo anterior que o nosso Primeiro Sócrates iria dar um belíssimo passeio a terras Angolanas (que saudades), tentar que naquelas terras tivéssemos alguma oportunidade para poder ajudar relançar a nossa economia.
Isto sabendo com realismo que já vamos tarde.

Se na altura já achava difícil então daqui para a frente muito mais. E muito mais porque o contributo para que isso acontecesse partiu, mais uma vez, das nossas atitudes jornalísticas pouco inteligentes, tipicamente de patos bravos (para não chamar tugas porque há quem goste de o ser).
Os nossos jornalistas, comentadores e articulistas promoveram uma campanha anti angolana do mais baixo teor jornalístico que se possa imaginar.

Incrível como ao fim de 32 anos, ainda haja quem sofra de dor de cotovelo e recalcamentos que definem um profundo e bolorento neo-colonialismo.

Mais uma vez o senhor José Manuel Fernandes do Público, que nem sequer conhece Angola, escreve um artigo profundamente provocatório, maldoso e manhoso. Intragável simplesmente! Mas não foi só ele! Houve mais.

Numa altura em que uma contenção nas palavras e atitudes seria o mais aconselhável, aparecem os arautos da desgraça, pregadores de feira, moralistas duvidosos e falcões sem penas com o alerta dos “direitos humanos”, Luanda vista do prisma que lhes interessa, ou a razão de independência que assiste aos bandos de Cabinda.

Claro está, a resposta veio da imprensa Angola de modo lapidar (e muito bem, diga-se de passagem).
Desde corruptos que têm nascido como cogumelos neste país, até focarem vergonhas lusitanas bem conhecidas (sistema judicial, criminalidade, etc, etc, etc, etc.).
Uma maravilha. Um suculento rol de realidades digno de ser conhecido e que só nos envergonha.
Aconselho a entrarem nos sites da imprensa angolana. Uma delícia.

Continuamos a ser um país que não aprende com as asneiras que fez e faz e que as repete até à exaustão como se da primeira vez se tratasse.
Pelas nossas atitudes de bisbilhoteiros, manhosos, provocadores baixos e linguarudos, realmente não merecemos melhor sorte!

Valha-me ao menos saber com profunda alegria que hoje a Vénus Express vai entrar na orbita do planeta Vénus. O que vai encontrar não será muito convidativo à vida humana. Mas seguramente que existe um ambiente despoluído dos JMF´s.
Saudações.


Nota: A semana passada viajaram para a Republica Islâmica do Irão uma comissão de portugueses em visita de cortesia organizada pela Embaixada daquela Republica em Lisboa onde estava incluído um ramalhete de alguns dos nossos melhores "repórteres".
Só que o JMF não foi (nem tinha nada que ir).
Querem apostar comigo como ele vai fazer um artigo a desancar o país dos Ayatollás com se lá tivesse vivido e conhecesse as realidades daquele País??
Leiam o Público das próximas duas semanas.

quarta-feira, abril 05, 2006

DEMOCRACIA

Estados Párias

“A democracia é o pior dos regimes, com excepção de todos os outros”. Winston Churchill.
Engraçado!
Já agora sabiam que o diário Jyllands-Posten do democrático reino da Dinamarca, o tal que publicou as caricaturas de Mahomé (realmente existe algo de podre naquele reino), recusou-se há alguns anos atrás publicar a caricatura de Cristo, com as espinhas da coroa transformadas em bombas, atacando clínicas que praticam a interrupção voluntária da gravidez?

Interessante não é? Outra contradição das nossas democracias ocidentais. Democracias por medida!
Temos o privilégio e a liberdade de criticar os tabus das sociedades dos “outros”.
Na maior parte dos casos é certo que temos razão, precisamente pela liberdade que possuímos de analisar, contestar e, pelo menos, pressionar de modo a que situações injustas sejam rectificadas e/ou abolidas. É incontestável.

Mas quando toca aos nossos tabus, sejamos realistas, quebra-se-nos o verniz e ficamos alvoraçados se vemos o Hamas a ganhar as eleições na Palestina, Hugo Cháves na Venezuela, Mahmud Ahmadinejad no Irão e René Préval no Haiti.

Tudo se fez no Ocidente para contrariar essas vitórias.
Aconteceram. Votou a maioria. Por alguma razão o povo é soberano, diz-se cá, por estas bandas.

Mas,………, aqui está a contradição acima referida; as nossas consciências foram agredidas e estremecem de receios pela nossa prestimosa segurança.

Sentimo-nos mal porque sabemos que estas vitórias eleitorais vão contra a nossa estabilidade política, económica e social. Vão contra a nossa pretensão em gerir externamente as economias desses estados e nada mais importante que a eleição de alguém da nossa confiança. Só que nem sempre acontece. E ainda bem.
De fantoches está o mundo cheio e algumas pessoas, tais como eu, não gostam nada de circo (passo a palavra).

Saudações

quarta-feira, março 29, 2006

Sócrates em Angola

Aí está! Bem à lusitana moda, cá vai o nosso Primeiro com trinta empresários portugueses fazer uma visita a Angola!

Lá vamos nós mais uma vez. Mas como de costume atrasados.

Com a evolução que Angola está a ter neste momento e com as previsões de crescimento exponencial para os próximos 10 anos, não passa pela cabeça de ninguém que em Luanda estejam muito preocupados com a chegada destes “Belos Adormecidos”.

Angola nos últimos anos foi visitada por mais de 5000 empresários chineses, outro tanto com proveniência diversa tal como, África do Sul, Brasil, Israel, Suécia, Rússia e claro Espanha (deixem-me confessar-vos que me encanta e seduz esta maravilhosa relação de amor e ódio…………con nuestros hermanos)!

Nós vamos com trinta empresários. Poderia dizer; ridículo. Mas na realidade não tenho esse direito em afirmá-lo, porque bem no fundo os poucos empresários que Sócrates leva consigo estão na razão directa do baixo desenvolvimento de Portugal e dos poucos projectos com que podemos concorrer. Em termos técnicos deixam muito a desejar e ainda por cima os custos que apresentamos são elevados.

E quem não tem, a mais não é obrigado!

É pena porque quem conhece Angola, como eu a conheço, sabe o que seria importante para nós (mais para nós do que para os angolanos) se tivéssemos uma economia razoavelmente sólida, agressiva e perspectivada para o futuro. Só teríamos a ganhar.

Assim ficamos pela pompa e circunstância do evento e talvez por um weekend no Mossulo comendo lagosta, bebendo umas cervejas e tomando umas banhocas naquelas águas de sonho (qual Algarve, quais Maldivas, qual quê)!
Para quem se contenta com pouco já não é mau!
Saudações

Benfica

Soube-me a pouco em termos de resultado. No entanto foi um jogo lindo de ver! Porque gosto muito de futebol.
Este jogo foi um autêntico bálsamo após um dia inteiro de trabalho. Ppara os meus companheiros Bloguistas devo informá-los que não sou benfiquista.

Sou Sportinguista. Dir-me-ão os meus companheiros de clube que um verdadeiro Leão deverá acima de tudo ser anti Lampião.
Sinceramente não penso assim. Não embarco em fundamentalismos clubistas (ou outros).

Do fundo do coração, desejo os maiores sucessos desportivos à valorosa equipa da Águia que neste momento tenta representar o melhor que pode e sabe, o nosso País (e tão necessitado que está de algumas alegrias).
E também por mais duas razões:
• Pela lembrança de meu pai que tanto amava o seu Benfica.
• Pela alegria que se estampa na cara da minha filha quando o seu Benfica vence.

Saudações

segunda-feira, março 27, 2006

Sofá para a IC19




Não queria acreditar mas é verdade. Ao princípio fiquei estupfacto, depois alarmado e finalmente revoltado.
Lembrei-me de uma qualquer estrada num país africano em que se vê o pessoal a estender a fruta no alcatrão, ou então aquele barbeiro que num separador de uma autoestrada na India executa cuidadosamente o seu trabalho de aparar a barba a um paciente que, como a maior das naturalidades lê simultaneamente o jornal!
Pois é! Em plena IC19, a meio da faixa de rodagem, um sofá esquecido permanecia indiferente aos automobilistas que naquela via lutam pela vida diariamente!!!!

Estamos mesmo num país do terceiro mundo. E cheguei eu até aos 57 anos de idade, conhecendo aquilo que conheço para me entristecer ainda mais com o facto de pertencer a esta tugaria. Somos Portugueses, feios, porcos e muito mas mesmo muito maus!!
P´ró diabo com isto tudo!

quinta-feira, março 23, 2006

Borje Azadi



Julho de 2005. Tehran na Praça Azadi junto à torre do mesmo nome!